A doutrina da
providência trata da questão de como todo este vasto universo se mantém e qual
é o fim determinado para todas as coisas. Segundo o ensino da Sagrada
Escritura, após criar o mundo e tudo o que nele há, Deus, o Criador, atua
poderosamente em todas as suas criaturas preservando e governando todas as
coisas, conforme o conselho de sua Soberana vontade, a fim de que tudo ocorra
exatamente de acordo com o fim que Ele mesmo destinou.
Os Elementos da Providência
O estudo da doutrina da
providência geralmente aponta para três elementos básicos, a saber: a
preservação, a concorrência e o governo de Deus. Vejamos cada um destes
elementos separadamente.
A
Preservação – Esta obra divina é também definida como o ato contínuo de Deus,
pelo qual Ele mantém ou sustenta todas as coisas existentes. A
Bíblia Sagrada declara que Deus criou e mantém todas as coisas (Ne 9.6; Cl
1.17; Hb 1.1-3; Sl 145.15,16; At 17.28). Tudo depende de Deus para continuar
existindo (Sl 104.27-29; Mt 6.26). Ele sustenta todas as coisas pela Palavra do
seu poder. Toda a criação é providencialmente mantida pela grandiosa ação de
Deus (Sl 147.7-9; Mt 5.45).
A Concorrência – Este é outro aspecto da
doutrina da providência. Para alguns estudiosos, refere-se a junção de duas
forças “concursos”, a saber: de Deus
e dos homens. Por este elemento, nos referimos a aquelas ações conjuntas entre
Deus e os seres humanos, contudo, devemos ter em mente que esta junção jamais
ocorre em pé de igualdade, visto que os atos humanos são também, de algum modo,
dirigidos por Deus (Gn 45.8; 50.20; At 4.27,28; Lc 22.21-22; 1 Co 15.10).
O Governo – O outro elemento da providência
trata do governo de Deus sobre todas as suas criaturas. Para muitos, este é o
ponto de maior destaque nesta doutrina. Por ele, entendemos que Deus governa e
dirige tudo o que acontece com absoluta autoridade e poder (Sl 103.19; Dn
4.34-35). Nada acontece por acaso, pois, o Criador está no controle absoluto de
todas as coisas e, por conseguinte, as dirige a seus determinados fins (Mt
10.29-31; Fp 2.13 e At 14.16).
As Providências Extraordinárias
Os atos extraordinários
da providência referem-se ao que chamamos de milagres. São assim denominados em
virtude do entendimento usual de que Deus os realiza deixando de lado a ordem
natural estabelecida por Ele mesmo, isto é, quando Ele age de modo extraordinário ou sobrenatural. Alguns teólogos preferem conceituar os milagres como
uma providência especial. Uma boa definição de milagres é apresentada pelo Rev.
Leandro em seu livro Razão da Esperança: “Milagres são intervenções divinas sobrenaturais, mediante
as quais Deus age revogando as leis da natureza, mas de acordo com a sua
vontade preestabelecida”. p. 197.
Entendemos que todos os
milagres são resultantes da manifestação sobrenatural de Deus, por meio da
qual, o curso natural dos fatos é alterado visando o cumprimento de
determinados fins estabelecidos pelo próprio Deus. Ele pode realiza-los
valendo-se de meios naturais como também de meios sobrenaturais, contudo,
nenhum deles, absolutamente, é realizado sem um propósito definido.
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Obras consultadas:
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Obras consultadas:
Teologia
Concisa - J. I. Packer
Teologia Sistemática - Louis Berkhof
Razão da Esperança - Leandro Antônio de Lima
Verdades Essenciais da Fé Cristã, Caderno 1 - R. C. Sproul
Teologia Sistemática - Louis Berkhof
Razão da Esperança - Leandro Antônio de Lima
Verdades Essenciais da Fé Cristã, Caderno 1 - R. C. Sproul
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