Diletos amigos, eis uma das mais angustiantes realidades no cotidiano da igreja em nossos dias. Estou pasmo, perplexo, diria até mesmo "revoltado" com a maneira tão natural com que temos lidado com este perigoso pecado. Estamos tornando natural aquilo que jamais o será a luz das Sagradas Escrituras. Infidelidade é condenável em todos os sentidos da vida humana, muito mais no sentido espiritual, isto é, no que tange a nossa relação com Deus. Estou preocupado diante da insistente perspectiva de fidelidade a Deus meramente associada aos dízimos e ofertas, como se o simples (e correto) ato de contribuir fosse a expressão máxima da nossa fidelidade para com Deus. Entretanto, é imprescindível recordarmos que Deus está muito mais interessado em uma relação correta diante dele em todos os sentidos e áreas da nossa vida. Devemos ser fiéis na conduta, nas palavras, nos pensamentos, na adoração, nas relações afetivas, na pureza sexual, no culto pessoal e coletivo e em tantas outras áreas. Contudo, quando olho para a igreja dos nossos dias, constato outra realidade. O que vejo é uma igreja que negocia esta fidelidade conforme a ocasião e a conveniência, sobretudo, diante de alguns benefícios. O que vejo é uma postura amistosa diante do mundo e suas paixões sob o pretexto de ser apenas um flertizinho. O que vejo é uma adúltera vestida de noiva no altar! O que vejo é uma postura imunda nas relações trabalhistas sob o pretexto de contribuir com generosidade. E isto é apenas o que tenho visto, imaginem o que Ele tem visto, pois, os seus olhos estão sobre toda a terra a contemplar tuto e todos. Ele vê muito além do que eu. Diante disto, fico angustiado e perplexo, pois, agimos como se o Todo Poderoso não existisse! Como se o Criador fosse cego e surdo! Como se Ele não se importasse! Como se as exortações de Sua Palavra fossem contos da carochinha! Falta-nos temor! Falta-nos vergonha! Falta-nos fidelidade...
Que o Senhor tenha misericórdia de sua amada igreja, a quem teve a coragem de chamar de noiva... Aleluia!
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