Sempre que lemos o relato da queda no terceiro capítulo de Gênesis nos detemos neste trecho no mínimo intrigante. Visto que descreve o pretenso anseio humano de corrigir-se diante do erro. Uma tentativa fútil de consertar o estrago provocado pela desobediência. Um esforço inútil para ocultar sua miséria e vergonha. As folhas de figueira foram utilizadas para ocultar muito mais do que a nudez do corpo. Era o primeiro esforço humano pós-queda de auto justificação. Os olhos de ambos (homem e mulher) foram abertos e agora podiam contemplar o mal que haviam praticado. Tentaram então, inútil e vergonhosamente, mostrar a Deus que eram capazes de consertar o erro. Capazes de esconder a vergonha e a malícia de seus corações. No entanto, diante da voz do Criador se esconderam, visto que as folhas de figueira não eram capazes de ocultar o pecado, a vergonha e a corrupção de seus corações e mentes. Esta é, afinal, uma nítida descrição da pretensa e falha intenção humana de corrigir-se. Desde Adão o homem sempre intentou se apresentar diante de Deus munido de suas próprias justificativas e alicerçado em suas próprias obras. Ao invés de confiar na GRAÇA e suplicar por MISERICÓRDIA ele prefere coser folhas de figueira.
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