Fracassado
em sua proposição anterior, o Diabo investe fortemente em uma nova questão: a autoridade do Filho de Deus. Vencido
pela Palavra, o Diabo novamente tenta Jesus revelando-lhe os reinos do mundo e
a glória deles. Em seguida, afirma ter recebido toda esta glória, bem como a
autoridade sobre todos estes reinos, podendo oferecê-los em troca de algo valioso: ADORAÇÃO. O Diabo deseja ser adorado! Deseja um lugar que não é seu! Sempre desejou ser adorado como Deus!
Diante do próprio Filho de Deus,
cônscio de todas as profecias concernentes a vinda do Messias, e de toda autoridade
do mesmo, o Diabo propõe: se
curve e me adore e tudo isto será
teu. As glórias e honras do mundo em troca de adoração. O Diabo está
propondo uma rebelião contra Deus em troca da autoridade sobre os reinos do
mundo. Se prostrar diante de outro implica em rebelar-se contra Deus e Sua
Palavra. Propor isso ao próprio Cristo implica numa tentativa de frustrar todo
propósito divino em relação a sua vinda. O tentador propõe a Jesus: As glórias do mundo ou uma cruz? Submeter-se
a vontade de Deus ou a minha vontade?
Como Filho de Deus, Jesus está
convicto de toda autoridade que possui (Sl 2, Mt 28.18), bem como de
sua total submissão a Palavra de Deus. Mais uma vez, ele ecoa o Antigo Testamento (Dt
6.4,13) e afirma que somente Deus é digno de ser adorado. Só Deus deve ser
objeto de nosso culto. Nada é maior e mais valioso do que isso. O Deus que nos
criou e nos supre em todas as nossas necessidades é também o único Deus vivo e
verdadeiro. Jesus afirma que nenhuma circunstância deve levar-nos a rebelião contra Deus e Sua Palavra.
Notemos que a resposta de Jesus está
focada na questão do culto e adoração a Deus. Ele não se deixa
levar pela proposta ilusória do Diabo, mas pelas implicações que a mesma
possui. Adorá-lo não implica em receber, mas, perder! O Diabo não tem
nada a oferecer e sim a retirar! Jesus é o Cristo, e como tal, é detentor de
toda autoridade no céu e na terra. A proposta do maligno não é dar autoridade e
sim destrui-la. Ele sabe que esta autoridade messiânica está diretamente
alicerçada na submissão de Jesus a vontade do Pai. Ele veio para cumprir tudo o
que dele estava escrito e assim, se submeter cabalmente ao propósito do
Pai.
Ele triunfou sobre o Tentador! Triunfemos também nós, seguindo seu exemplo de obediência e submissão a Palavra do Todo-poderoso!

