quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Resistindo ao Tentador (Mt 4.8-10)

     Fracassado em sua proposição anterior, o Diabo investe fortemente em uma nova questão: a autoridade do Filho de Deus. Vencido pela Palavra, o Diabo novamente tenta Jesus revelando-lhe os reinos do mundo e a glória deles. Em seguida, afirma ter recebido toda esta glória, bem como a autoridade sobre todos estes reinos, podendo oferecê-los em troca de algo valioso: ADORAÇÃO. O Diabo deseja ser adorado! Deseja um lugar que não é seu! Sempre desejou ser adorado como Deus!
       Diante do próprio Filho de Deus, cônscio de todas as profecias concernentes a vinda do Messias, e de toda autoridade do mesmo, o Diabo propõe: se curve e me adore e tudo isto será teu. As glórias e honras do mundo em troca de adoração. O Diabo está propondo uma rebelião contra Deus em troca da autoridade sobre os reinos do mundo. Se prostrar diante de outro implica em rebelar-se contra Deus e Sua Palavra. Propor isso ao próprio Cristo implica numa tentativa de frustrar todo propósito divino em relação a sua vinda. O tentador propõe a Jesus: As glórias do mundo ou uma cruz? Submeter-se a vontade de Deus ou a minha vontade?   
     Como Filho de Deus, Jesus está convicto de toda autoridade que possui (Sl 2, Mt 28.18), bem como de sua total submissão a Palavra de Deus. Mais uma vez, ele ecoa o Antigo Testamento (Dt 6.4,13) e afirma que somente Deus é digno de ser adorado. Só Deus deve ser objeto de nosso culto. Nada é maior e mais valioso do que isso. O Deus que nos criou e nos supre em todas as nossas necessidades é também o único Deus vivo e verdadeiro. Jesus afirma que nenhuma circunstância deve levar-nos a rebelião contra Deus e Sua Palavra.
       Notemos que a resposta de Jesus está focada na questão do culto e adoração a Deus. Ele não se deixa levar pela proposta ilusória do Diabo, mas pelas implicações que a mesma possui. Adorá-lo não implica em receber, mas, perder! O Diabo não tem nada a oferecer e sim a retirar! Jesus é o Cristo, e como tal, é detentor de toda autoridade no céu e na terra. A proposta do maligno não é dar autoridade e sim destrui-la. Ele sabe que esta autoridade messiânica está diretamente alicerçada na submissão de Jesus a vontade do Pai. Ele veio para cumprir tudo o que dele estava escrito e assim, se submeter cabalmente ao propósito do Pai.  
     Ele triunfou sobre o Tentador! Triunfemos também nós, seguindo seu exemplo de obediência e submissão a Palavra do Todo-poderoso!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Pregando o Evangelho da Verdade...

      O evangelho segundo Lucas no capítulo terceiro relata alguns aspectos importantes da pregação de João Batista. Este percorria todas as regiões nas imediações do rio Jordão pregando a necessidade de arrependimento para remissão de pecados e destacava-se como um pregador querido e respeitado pela multidão, mesmo pregando duramente contra os pecados da mesma. Seu carisma não resultava de uma pregação agradável aos ouvidos, tão pouco pela realização de milagres, curas ou exorcismos, mas, tão somente, por ser um sincero pregador DA VERDADE! 
      Como um pregador da verdade João não estava preocupado em atrair pessoas para ouvi-lo, pelo contrário, sua mensagem era dura e exigente. Estava convicto acerca das implicações de sua pregação corajosa, mesmo assim, não abria mão da VERDADE, pelo contrário, declarava veementemente aos seus ouvintes a necessidade de arrependimento! Para João Batista, não há fórmulas mágicas, requisitos mirabolantes, nem qualquer outra alternativa. O pecador tem que se arrepender! Tem que mudar de vida! Como um profeta de Deus, João não deixa qualquer possibilidade de reconciliação com Deus que não seja o arrependimento. Nenhuma árvore improdutiva ou que produz frutos maus pode perdurar diante do Senhor. Seu machado já está ao pé das árvores. Todos quantos não produzirem frutos que evidenciem a presença de Deus serão cortados e lançados no inferno!
      Além de pregar com fidelidade e sinceridade, João nos ensina que o pregador da verdade não pode ser confundido com a própria verdade! O pregador não pode crescer em detrimento da mensagem! Não pode ter holofotes, glórias, méritos! A VERDADE tem que prevalecer, isto é, somente Cristo deve ser glorificado! A multidão precisa saber quem é Jesus, porque Ele veio ao mundo, sua vida, missão, glória e exaltação!
     Ao final do capítulo nos deparamos com o fim e recompensa terrena de João. Sua prisão e posteriormente sua morte nos mostram o porque muitos pregadores ao longo da história, sobretudo em nossos dias, não pregam mais a VERDADE!   

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Uma esposa ideal...

         Ao ler e refletir sobre alguns escritos acerca da vida e obra de Calvino, deparei-me com a descrição do mesmo sobre o perfil de uma esposa que lhe fosse agradável e útil ao enlace matrimonial. Diante da insistente atuação de seus amigos em arranjar-lhe uma esposa, Calvino se posicionou diante da possibilidade de unir-se a uma mulher, afirmando que se casaria com alguém desde que fosse uma pessoa recatada, sensível, econômica, paciente, capaz e disposta a cuidar de sua saúde. Para ele, beleza e condição socioeconômica não eram fatores essenciais. Neste sentido, aprendemos mais uma preciosa lição com este inconfundível servo do Senhor, visto que muitos pastores em nossos dias tem enfrentado inúmeras dificuldades no que tange a vida conjugal. Há vastos exemplos de pastores que sucumbiram no ministério devido a problemas conjugais. Alguns destes poderiam ser evitados com uma escolha mais cuidadosa e prudente, afinal, a esposa é parte integrante na vida de um homem, sobretudo, de um ministro do evangelho.
       Eis a razão pela qual alguns (como este servo do Senhor), tem desfrutado de um casamento extremamente bem-sucedido! A Deus toda a nossa gratidão!     

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Para recordar (2011)...

EVANGELIZAÇÃO (Mc 16.15). 
           Este sempre foi um grande desafio para a Igreja do Senhor Jesus enquanto peregrina na terra. Somos convocados por Ele a proclamar as “boas novas de  salvação” a um mundo cada vez mais carente. Contudo, é necessário compreendermos que evangelizar é muito mais do que falar de Cristo para alguém. Na verdade, evangelizar implica em ser testemunha. Implica em saber quem é Jesus, o que fez Jesus e respaldar com a vida que tudo isto é verdade. Esta sólida evangelização só é possível quando entendemos que o poder do testemunho não consiste em nossas palavras, mas, na Palavra de Deus. Entretanto, onde não há testemunho de vida, a Vida (Jesus) não pode ser testemunhada com poder. A evangelização não permite estas incoerências. A palavra pregada deve ser fiel a Palavra registrada. O testemunho sobre Cristo deve ser nítido na própria testemunha de Cristo. O Espírito que é Santo deve agir através do santo porta-voz, e assim, os homens são atraídos a Cristo. Contudo, ainda há um aspecto que não pode ser esquecido: a evangelização exige mais do que pregação, ela requer atitude, isto é ação. Não podemos esquecer que o  Evangelho de Cristo alcança o homem por inteiro. Ele restaura o indivíduo moral, física e espiritualmente. O Senhor não negligenciava os marginalizados, pobres, doentes e possessos, pois, sabia que o Evangelho do Reino restaura a alma, mas, também a moralidade, hombridade e, sobretudo, a dignidade do ser humano. Foi assim com a mulher com o fluxo de sangue, com o jovem possesso que vivia nos sepulcros, foi assim comigo e com você também! Portanto,  sejamos zelosos e proclamemos que Jesus Cristo  alcança o pecador, e o alcança por inteiro! Aleluia! 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Alguns novos colegas e amigos...


Um Lastimável Contraste...

         Diante do misticismo pentecostal e da ortodoxia inoperante de muitos conservadores, vemos a igreja evangélica brasileira mergulhar em dois perigosos extremos que promovem o mesmo prejuízo ao cristianismo tupiniquim. Ambos conduzem as multidões a um extremo perigoso e distante da Escritura. Um imprime conceitos e práticas absurdamente desprovidos de respaldo bíblico, sob a pretensa justificativa de ser obra do Espírito. Lenços e rosas ungidas, sal grosso, banho de água e sal, corrente com 300 pastores, entre tantas outras práticas inovadoras. O outro imprime uma fé meramente conceitual, repleta de teses e postulados acadêmicos, sob a pretensa e arrogante justificativa de defesa da fé cristã. Uma ortodoxia gélida e cada dia mais distante da ortopraxia. Diante destes extremos, nos deparamos com um triste embate entre um cristianismo pragmático e místico contra um cristianismo teórico e sem vida. Creio que o "fogo" neopentecostal e o "gelo" conservador nos levarão ao mesmo lugar. Um lugar onde a Bíblia é apenas um pretexto para sustentar teses e práticas humanas! Que o Senhor nos livre destes extremos! Mergulhemos nas Sagradas Escrituras, afinal só este livro santo pode nos conduzir a verdadeira fé cristã!          

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

As Folhas da Figueira...

         Sempre que lemos o relato da queda no terceiro capítulo de Gênesis nos detemos neste trecho no mínimo intrigante. Visto que descreve o pretenso anseio humano de corrigir-se diante do erro. Uma tentativa fútil de consertar o estrago provocado pela desobediência. Um esforço inútil para ocultar sua miséria e vergonha. As folhas de figueira   foram utilizadas para ocultar muito mais do que a nudez do corpo. Era o primeiro esforço humano pós-queda de auto justificação. Os olhos de  ambos (homem e mulher) foram abertos e agora podiam contemplar o mal que haviam praticado. Tentaram então, inútil e vergonhosamente, mostrar a Deus que eram capazes de consertar o erro. Capazes de esconder a vergonha e a malícia de seus corações. No entanto, diante da voz do Criador se esconderam, visto que as folhas de figueira não eram capazes de ocultar o pecado, a vergonha e a corrupção de seus corações e mentes. Esta é, afinal, uma nítida descrição da pretensa e falha intenção humana de corrigir-se.  Desde Adão o homem sempre intentou se apresentar diante de Deus munido de suas próprias justificativas e alicerçado em suas próprias obras. Ao invés de confiar na GRAÇA e suplicar por MISERICÓRDIA ele prefere coser folhas de figueira.

O evangelho dos evangélicos...

Assombra-me a maneira como o Evangelho é pregado e vivido em nossos dias. Vejo um outro evangelho conquistado a cada dia os corações e mentes. Vejo a revolta nos olhares e nas concepções diante da exigência prima do Evangelho: negar-se a si mesmo! Vejo pregadores construindo seus próprios altares, cantores que glorificam a si mesmos, professores que ensinam suas próprias concepções, líderes que conduzem aos seus próprios destinos... o púlpito transformou-se num palco! O louvor é mera exibição pessoal! O dízimo tornou-se pagamento! O culto, um mero ajuntamento ritualístico, uma rotina religiosa! O rebanho não deseja ouvir a voz de Cristo, pois, não deseja segui-lo, contudo, se deleita na voz do mercenário, afinal ela é agradável e não exige renúncia! A maioria exige mudanças, modernidade, inovações, sobre o pretexto da contextualização! Querem um Cristo moderno, com um evangelho moderno, com promessas e propostas modernas! Onde a egolatria de cada um possa ser satisfeita e atendida!Que o Senhor tenha misericórdia de nós e de todos quantos amam o Cristo revelado nas Sagradas Escrituras!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Estamos de volta...

Após meses de separação e distanciamento estamos de volta. Foram meses de ativismo e stress. E confesso que compartilhar algumas de nossas reflexões é algo prazeroso e que muito nos edifica. Retornemos a pensar, observar e refletir sobre nossa vida cristã. Ponderemos algumas verdades sobre o Evangelho e os evangélicos... que o Pai nos abençoe! A Ele toda glória!